25 de outubro de 2011
O melhor de mim
Saudade não dói
"Em busca da coxinha perfeita"
Do que você tem medo? de si próprio?
Sorrisos
Abrir ou não a caixa de Pandora?
"Você não é um super-herói, Daniel"
4 de agosto de 2010
Soberba ou ignorância
Tem coisas que me deixam meio revoltado. Independentemente desse meu desejo de mudar o mundo, certas coisas vão contra a visão que eu tenho da humanidade e do que espero dela, e do que ela deveria esperar de mim. Por essa razão me debato contra certos discursos indutivistas ou mesmo vazios. Discursos "competentes". Tenho sérias restrições, por exemplo, sobre determinados argumentos que dizem que a meritocracia é inquestionável para medir as pessoas, desconsiderando a realidade do nosso país. Pois bem, hoje decidi tira a poeira do blog pensando nisso e depois de ter lido, na segunda feira, uma ótima coluna do Juremir Machado da Silva, e que me permito reproduzir aqui no blog. Genial. E boa para reflexão. O original pode ser lido aqui.NO CARTEIRAÇO - Juremir Machado da Silva
-A Internet é muito ruim para a democracia.
- Acho o contrário.
- Viste!?
- O quê?
- Agora todo mundo acha que pode dizer o que acha.
- Acho isso ótimo.
- Aí é que está o problema.
- É mesmo? Qual é o problema?
- Tu não és especialista.
- A democracia, meu caro, é o regime do melhor argumento, não o regime dos especialistas. A Internet quebra o "monopólio da fala". Antes da Internet, só alguns tinham direito à expressão. O controle da emissão eliminava o contraditório não autorizado. Acabou a moleza. Agora, os especialistas são obrigados a argumentar com todo mundo, na esfera pública, sem redomas, e provar que seus argumentos são mais do que meros discursos de autoridade.
- Como podes saber disso? Tu não és especialista.
- Se estivéssemos de acordo nesse assunto, meu velho, tu não me acusarias de não ser especialista.
- Só deve opinar sobre algo quem sabe.
- E só sabe quem não discorda dos teus interesses.
- Eu conheço o meu ramo.
- Dá para se tornar especialista em certos assuntos com 15 minutos de leitura. Em outros, precisa uma tarde. Em boa parte, basta um mês de boas leituras. Na maioria, só é necessário ler jornais, revistas, livros e ter dois neurônios funcionando todo dia.
- Viste?!
- O quê?
- A Internet é um perigo para a democracia. Qualquer um acha que pode discutir com os especialistas.
- E quando um especialista discorda de ti?
- Tem especialista que não entende nada.
- Mas não é um especialista?
- Especialista em teoria. Gente que desconhece a realidade. Ou especialista por ideologia barata.
- Como podes saber? Vejamos o caso do aquecimento global. Tem especialistas que garantem...
- Não existe aquecimento global.
- Mas alguns especialistas afirmam...
- Conversa fiada. Em todo caso, o homem nada tem a ver com isso. O resto é papo furado de ambientalistas.
- Como podes ter tanta certeza disso?
- Li vários trabalhos de especialistas em jornais, revistas e livros. Sei do que estou falando. Tem muito material especializado sobre isso na Internet.
- Eu gosto desse nosso diálogo. Vou escrever...
- Tu não podes escrever em diálogos.
- Ué! Por que não?
- Isso é para quem sabe.
- Como é que tu sabes?
- Consultei um especialista.
26 de maio de 2010
Porque uma vida não basta ser vivida, tem de ser sonhada

Então, acabou. Foram 6 anos tensos, intensos, permeados de emoção, angústia, mistérios. Como não me causou surpresa alguma, grande parte dos fãs de LOST acharam que o final da série não correspondeu às expectativas, ou deixou em aberto muitas perguntas. Na contramão destas opiniões, fiquei maravilhado com o que vi nos dois últimos capítulos, que encerraram a saga dos “losties” nesta última semana. O encerramento, com os olhos de Jack fechando-se lentamente são pura arte, quando lembramos que o seriado iniciou-se 6 anos atrás de forma semelhante, com Jack abrindo os olhos em meio ao acidente de avião que o colocou na misteriosa ilha.
J.J. Abrams, o criador e produtor, foi genial ao sair do lugar comum em todos os momentos da série. E foi assim até o final. Ao nos dar pistas de que não se tratava de uma história pura e simples de acidente de avião. Depois de que não se tratava de mistérios de cunho filosófico ou transcendental, embora desde nomes de personagens até estátuas nos remetessem a tais indagações. Por fim, nem mesmo as divagações do meu amigo Ricardo do blog Artigolândia sobre bem X mal, tampouco minhas suspeitas sobre fé eram o foco. Ou talvez fossem, no fundo, ambas as coisas. Mas não o bem X o mal representados em duas pessoas, ou a fé em algo místico. A sexta temporada foi uma reflexão sobre o bem X o mal que existem em cada um de nós, e a fé em nós mesmos, e nas conseqüências de nossas decisões.
E eu não tenho vergonha alguma de confessar que me emocionei com o final do protagonista, Jack Sheppard (dois anos atrás escrevi sobre ele aqui). Nessa nossa sociedade pós-moderna que sempre tem a tendência de enaltecer a figura de um anti-herói, como os personagens de Ben, Sawyer ou Locke, por exemplo, eu sempre me identifiquei com a figura de Jack. O herói atormentado pelo seu senso de dever, aquele que busca incessantemente a redenção do herói mesmo sabendo do sacrifício que está por trás disto. Foi assim até o final. E mais uma vez J.J. Abrams nos brindou mostrando que às vezes o final mais perfeito ou emocionante não está necessariamente no “felizes para sempre” do casal de protagonistas, mas sim na perfeição dos sentimentos entre as pessoas.
Vou ter saudades de LOST. Não só dos mistérios dos quais todos buscavam respostas, mas da aula de relações humanas da série.
5 de janeiro de 2010
O que ficou da década - Parte 1

Meu amigo Ricardo, que possui o blog Artigolândia, sugeriu que eu contribuísse com as minhas percepções a respeito da década que está encerrando (tecnicamente os anos 2000 encerram-se somente no final de 2010 e não em 2009, mas enfim...), em um contraponto às visões dele.
Ele pediu isso justamente na manhã onde eu estava debruçado escrevendo que não gosto muito de retrospectivas enfadonhas ou melancólicas de réveillon. Tampouco acho que consiga ser intelectualmente categórico interpretando a realidade à minha volta, embora, vocês que me lêem sabem, volta e meia eu também caia nessa armadilha. Por isso, ou apesar disso, vou escrever em cima das minhas idiossincrasias pessoais, daquilo que eu vi e senti nessa última década, sem ter a pretensão de uma imparcialidade descritiva.
Vivi a infância na década de
Assim, inicio essa série que terá 3 ou 4 partes (vamos ver até onde vai), onde, cada qual em seu blog, Ricardo e eu discutiremos Cultura/Comportamento, Política/economia e o que mais vocês quiserem. Sintam-se convidados a participar.
17 de dezembro de 2009
O retorno
15 de setembro de 2009
Falando de Deus e religião - parte 2
Uma vez, participando de um fórum de discussão na internet sobre religiosidade, alguém questionou qual o principal empecilho para que todas as religiões dialogassem sobre aspectos comuns. Eu respondi que era por causa da natureza diferenciada dos preceitos básicos da maioria delas. Cristãos, judeus, espiritualistas, muçulmanos, hindus, adeptos do candomblé possuem maneiras de entender o sobrenatural que são incompatíveis filosoficamente. O que não significa que não possam conviver educadamente.
Todavia, no caso do cristianismo, em particular, me frustra ver o atual panorama de combatividade entre algumas denominações religiosas.
Sou um grande defensor do ecumenismo entre as diferentes religiões cristãs, até por acreditar que religiões são divisões humanas. Isso porque o ensinamento de Jesus Cristo, sendo vivido em sua plenitude conceitual, é (ou deveria ser) o MESMO para todos os cristãos. Hoje ainda vejo o quanto estamos afastados (cristãos) por essa briga entre evangélicos tradicionais, reformados ou pentecostais, católicos romanos ou ortodoxos, mórmons. Se Deus ama a toda a humanidade, justos e injustos, pecadores e fiéis, ele é de um amor tão grande que não permite essa diferenciação entre o certo e o errado tão facilmente "identificável" pelas “religiões” humanas.
Assim, temos de um lado uma Igreja católica outorgando para si a condição de única representante legítima de Jesus na Terra para impedir o crescimento dos evangélicos. De outro lado, temos os evangélicos (principalmente os pentecostais e neo-pentecostais) justificando que somente eles vivenciam uma fé legitimamente baseada nos ensinamentos da Bíblia e dos primeiros cristãos, razão pela qual as pessoas devem se "converter" se quiserem alcançar a salvação. Perceberam como essas coisas tem muito mais a ver com os homens do que com Deus? A mensagem de Jesus, de guardarmos a fé em Deus, amarmos o próximo e fazermos o bem, não é compatível com nenhum desses dois conceitos apregoados de lado a lado.
Deus não manda as pessoas para o “inferno” por elas não seguirem as tradições católicas ou por elas não viverem segundo as interpretações evangélicas da bíblia.
Deus não é uma “ser” que fica em algum lugar punindo alguns e presenteando outros, ao seu bel prazer. Deus é um conceito maior, ou mesmo uma “entidade”, através do qual os homens procuram explicar uma força superior a nossa compreensão, que nos fez o que somos, e não outra coisa. Que nos mantém aqui, e não em outro lugar. Que faz com que, no meio de tantas e tantas filosofias, armadilhas morais ou tentações, queiramos algo que seja sublime, e não frugal. Algo inexplicavelmente fora da nossa compreensão que nos conforta mesmo no mais angustiante dos momentos. Que nos salva quando queremos nos perder, que nos guia mesmo sem entendermos como e por quê. Que nos faz entender que o homem depende do homem, e que “amar ao próximo como a ti mesmo, e a Deus sobre todas as coisas”, nada mais é do que exercitar aquilo que chamamos de AMOR, no seu sentido mais amplo e irrestrito, ligado àquilo que o ser humano denominou como FÉ. O modo que você exercita esse conceito, ou seja, a denominação religiosa que você segue, tem importância muito mais para você, no seu dia-a-dia, do que para Deus.
8 de setembro de 2009
Falando de Deus e religião - parte I
Se você faz parte daqueles que pensam que religião é um assunto muito controverso para ser discutido, ou se sente contrariado quando determinados dogmas de fé são questionados, não siga adiante com essa leitura. Esse texto tem a pretensão de ser um ensaio sobre muitas das coisas que eu penso a respeito do tema, a partir da minha experiência como cristão, cientista e ávido leitor de trabalhos e textos sobre teologia, hermenêutica bíblica, filosofia e filosofia da ciência.
Primeiramente, para quem não sabe sou um cristão formado na Igreja Católica. O que não significa que concorde com todos os dogmas do catolicismo. Também já tive oportunidade de ler ou ter contato com cultos evangélicos, principalmente batistas, luteranos, e alguns neo-pentecostais. O que não significa, também, que concorde com todas as interpretações evangélicas sobre fé. Já li sobre espiritismo, mas sou fortemente contrário à abordagem científica objetiva (?) proposta por eles para explicar fenômenos sobrenaturais subjetivos. Já li sobre criacionismo e sobre evolucionismo, e ainda mais, até sobre evolucionismo criacionista. Trabalho com pesquisa científica e aplicada. Sobre ciência, aliás, sou um pesquisador que não vê problemas nessa dualidade fé X ciência.
Uma das coisas que mais concordo quando vejo pregações é a máxima de que devemos procurar “menos religião, e mais Deus”. Concordo plenamente, ainda que a maior parte dos cristãos utilize isso de forma sofística para fazer crer que eles não têm preocupações com a religião em si, quando têm, e muito. Independente disso, é uma das frases que deveriam estar na mente de todo cristão. O que os homens definem como preceitos, dogmas, regras de conduta, balizadas ou não por interpretações (suficientes ou insuficientes) dos textos bíblicos, são resultados de uma hermenêutica particular de um grupo definido de pessoas e/ou teólogos. São padrões que determinados grupos assumem como condição verdadeira para viver segundo o que acham mais conveniente teologicamente, mas não têm, necessariamente, similaridade com o que seja, de fato, a vontade de Deus. Qual o homem que detém o conhecimento inequívoco do que seja a vontade de Deus? Se você o conhece, me apresente. A vontade de Deus é a meu ver, é bem mais simples do que a maioria dos homens pode supor. Mas não está claramente expressa em lugar algum, pelo menos de forma irrefutável.
Karl Popper faz uma afirmação mais voltada para a filosofia da ciência, mas que se presta aqui nesta discussão. Popper argumentou que uma teoria será sempre conjectural e provisória. Em outras palavras, sempre podemos provar a partir de dados ou experiências que é uma teoria falsa, mas nunca afirmar categoricamente o que é uma verdade irrefutável.
No que uma beata católica, um pastor metodista ou um fiel pentecostal pode me corrigir, com idêntica fala: “Seu erro é não perceber que só há uma única forma de servir a Jesus Cristo”. No que eu responderia, desculpem-me, mas vocês estão sendo usados para balizar conceitos que servem não às pretensões de Deus, mas às dos homens.
Rubem Alves, escritor de formação presbiteriana, fala algo do qual concordo integralmente: “Nossas idéias sobre Deus não fazem a mínima diferença para Ele. Fazem, sim, diferença para nós”. Aliás, os textos mais inteligentes sobre teologia que pude ler ultimamente em geral são de presbiterianos ou de pessoas que tiveram, em algum momento, formação presbiteriana. Mas também não significa que concordo com os preceitos dessa denominação.
Brian McLaren, um controverso pastor americano, vai mais além: "As nossas interpretações revelam menos acerca de Deus ou da Bíblia do que sobre nós mesmos. Elas mostram o que queremos defender, o que nós queremos atacar, o que queremos ignorar, o que não estamos dispostos a questionar ..."
Eu continuo vivenciando minha fé, principalmente - mas não somente - freqüentando a igreja católica por ver, nas pessoas que a freqüentam conscientemente, e em muitos dos bons pregadores que existem nela, que ali é expresso com maior entendimento o maior legado deixado por Jesus Cristo: a vivência do amor em Deus. Mas isso não me deixa míope para as coisas erradas nos dogmas que nela existem, tampouco me faz ignorar o que há de bom na hermenêutica bíblica de outras denominações.
"Eu acredito que as pessoas não são salvas por uma verdade objetiva, mas por Jesus. A sua fé não está em seus conhecimentos, mas em Deus." - Brian McLaren, novamente. Ou seja, se você leu toda a bíblia isso não faz de você necessariamente mais preparado para entender a “vontade de Deus”. Até porque a realidade mostra que muita gente que sabe a bíblia de cor não sabe interpretá-la de fato. Independente de credos.
5 de agosto de 2009
Férias?
Nas últimas semanas estive um pouco ausente, colocando os projetos atrasados em dia, revisando aulas para o próximo semestre, retomando a pesquisa da minha tese.
Agora espero poder voltar a escrever com a frequência que gosto por aqui.
Abraços!!!
14 de julho de 2009
Mais um Dia Mundial do Rock
Hoje relembrei algumas histórias sobre shows de rock que assisti ao longo desses anos e tive uma ideia: vou criar um espaço aqui no blog para contar algumas situações engraçadas, ou mesmo minhas impressões sobre diferentes apresentações de rock, principalmente, mas não exclusivamente. Percebi que material não falta. Meu sonho realizado de ver o Kiss em 1999, meu momento “headbanger” vendo Deep Purple. O Scorpions e Nightwish juntos em um mesmo festival, Lenny Kravitz (esse show tem várias histórias), ouvir Eric Clapton e Roger Waters no pátio de casa, ou mesmo a vez que uma virose me tirou do show do Rush. Concrete Blonde, ou o primeiro show do Little Joy no Brasil, aqui em Porto Alegre. Men at Work. Fatboy Slim no carnaval de Floripa. Isso sem citar os shows nacionais.
Aguardem.
29 de junho de 2009
Beat it!
(E a todos aqueles que não sabiam que existia diversão antes do Playstation, a prova aqui abaixo - com os cumprimentos de Michael Jackson)
23 de junho de 2009
Quem é o cara?
Estou lendo um livro ótimo sobre ele - "O Deus de Barack Obama - porque não existe liderança sem fé", que conta um pouco dos desafios dele na campanha presidencial, quanto à questões ligadas à fé e religião versus política. E também como que estas questões ajudaram a formar as ideias e os ideais dele, a partir de suas experiências: criado por uma mãe absolutamente cética e com pensamentos ateus, a convivência com o padastro muçulmano na Indonésia e sua conversão ao Cristianismo em Chicago, já depois de formado em Colúmbia e Harvard e começando um trabalho político-social.
A medida que leio o livro, mais me admira algumas posições e questionamentos dele, fruto de seu pensamento crítico e sua diferenciada intelectualidade. Abaixo, segue um trecho de um discurso dele antes da eleição justamente enfocando alguns destes aspectos. Vale para refletir várias coisas. Mas que eu deixo para um post futuro.
25 de maio de 2009
Blogs que tenho encontrado por aí...
Bom, vou colocar abaixo algumas dicas de blogs que, pelos mais diferentes motivos, podem interessar vocês.
O Dicas blogger é um dos melhores sites brasileiros sobre ferramentas para blogs. Ali é possível encontrar muitos tutoriais, templates, widgets, códigos e scripts para incrementar o seu blog. Recomendo para quem quer personalizar seu blog.
“Sobre o tudo e sobre o nada” é um dos blogs que mais tenho acompanhado ultimamente. A autora permeia seus textos entre assuntos cotidianos e ótimos momentos de reflexão, o que a faz produzir ótimas frases como “Agora só quero estar com a pessoa certa sem motivo algum. Só que cada vez mais a pessoa certa para estar parece ser eu mesma...” ou “estou aqui eternamente procurando um lugar a que pertença e algo para acreditar e vivo com uma saudade assimilada que ninguém nunca rouba de mim.”
Da mesma forma, “Meu quarto-crescente”, é um blog que apresenta ótimos textos sobre os pensamentos e as perspectivas de vida de Clari, a autora. Ela me passa a impressão de ser alguém que, se um dia encontrasse, possivelmente ficaria horas e horas conversando sobre a vida sem ver o tempo passar.
“Sei lá, mil coisas”, também é um endereço com vários textos que valem a pena ser lidos. Destaque para as crônicas da personagem fictícia Lavínia.
Para quem gosta de jornalismo opinativo, os blogs do Carlos Azenha e do Observatório da Imprensa são uma boa pedida.
Outras boas dicas: Poesias da Língua Portuguesa (coletânea de poetas luso-brasileiros); Mudando o Mundo (Poesias e um olhar sobre Deus e o mundo, por Luciano Martini); Ligado em Série, um blog mantido por Bruno Carvalho, colunista do IG. Parada obrigatória para quem gosta de séries televisivas. Para quem curte Tecnologia da Informação, o Projeto Darwin do meu amigo Leandro também apresenta muita coisa interessante.
Aliás, não podia deixar de citar os blogs dos meus outros amigos: Meu nome não é Aline (histórias de uma brasileira na Espanha); Artigolândia (Ricardo, outro engenheiro afeito às palavras discutindo séries de TV, política, viagens e muito mais) Piripimpim (Dani mostrando seu estado de espírito através do Blog); Com ser tão (Cristóvão fala de filosofia e futebol no sertão da Bahia), Fernando’s Blog – assuntos leves do cotidiano.
O texto ficou longo, mas eu realmente ando lendo muita coisa... sugestões de blogs? Deixe nos comentários.
22 de abril de 2009
"Abre aspas"
"Ao Pagnussat, também conhecido como Daniel, que foi meu pai, irmão, amigo, psicólogo... Que me encheu de mimos, fez minhas vontades, e contribuiu pro meu sedentarismo, que ficou horas e horas ouvindo minhas lamentações e besteiras. Que sempre atendeu minhas chamadas, que me ajudou mesmo com seu silêncio, quando eu me sentia desesperada, era para ele que eu ligava e choraaava. Esse menino é um grande e raro homem. Nossa amizade está entre as coisas mais bonitas e importantes que fiz em minha vida, eu te amo com toda a força do meu coração. E ai de ti que suma viu professor. Acreditastes em mim, e agora vou ser mestre, quanta responsabilidade! Valeu PAGNUSSAT!"
Obrigado Luuuu!!! Tu sabes que podes contar comigo sempre, não importa o que aconteça. Um grande abraço!!! E que dê tudo certo na apresentação, Lu e Angel! Vou estar orando e torcendo por vocês!!
11 de abril de 2009
Feliz Páscoa!!!

Feliz páscoa a todos!!!
15 de fevereiro de 2009
Neste mundo
link do original: danielsblog.blig.ig.com.br/2008/05/neste-mundo.html
POEMA DO FERNANDO PESSOA - perfeito como sempre.
Neste mundo em que esquecemos
Somos sombras de quem somos,
E os gestos reais que temos
No outro em que, almas, vivemos,
São aqui esgares e assomos.
Tudo é noturno e confuso
No que entre nós aqui há.
Projeções, fumo difuso
Do lume que brilha ocluso
Ao olhar que a vida dá.
Mas um ou outro, um momento,
Olhando bem, pode ver
Na sombra e seu movimento
Qual no outro mundo é o intento
Do gesto que o faz viver.
E então encontra o sentido
Do que aqui está a esgarar,
E volve ao seu corpo ido,
Imaginado e entendido,
A intuição de um olhar.
Sombra do corpo saudosa,
Mentira que sente o laço
Que a liga à maravilhosa
Verdade que a lança, ansiosa,
No chão do tempo e do espaço.