6 de abril de 2010

Em busca da coxinha perfeita


Queridos amigos, aqui estou de volta ao mundo dos blogs, cheio de gás!! Vamos lá então...

Todo mundo tem suas manias. Não passar por baixo de escada, usar sempre um mesmo tipo de roupa em determinada situação, trocar de canal incessantemente na TV... por vezes essas nossas manias nos levam, também, à criação de um hábito, ou a uma busca permanente por algo. Por exemplo, qual a melhor referência sobre um determinado objeto, ou lugar. Qual a mais bela cidade do mundo? Qual a melhor raça de cachorro para se ter em casa? Qual o melhor filme de todos os tempos?

Alguns levam essas suas buscas para o lado da gastronomia. Qual o melhor restaurante japonês da cidade? Onde encontrar o melhor suco? Onde se vende o melhor queijo... Lembro de uma amiga minha que tentava descobrir qual o melhor Petit gateau de Porto Alegre. Pois eu, confesso, tenho uma mania também: vivo em busca da coxinha perfeita. Sabe, aquele salgado frito à base de frango? (Sim, embora aquelas derivadas da costela de Adão também me deixem nas nuvens... valeriam um texto antológico, mas não hoje)

Pois então, eu busco incessantemente a coxinha perfeita. Não consigo entrar em um bar de faculdade, em um restaurante de beira de estrada, em uma padaria ou confeitaria e, tendo a visão daquela especiaria à minha frente, não me deixar levar pelo impulso de prová-la. Sentir a delicadeza da massa. O recheio farto ou escasso, o tempero, o cuidado no desfiar da carne de frango... Nessa minha busca incessante, já pude provar sabores e consistências únicas, que nenhum outro salgado poderia me proporcionar. Ainda que por vezes tudo que tenha sentido fosse um pedaço de osso perdido no meio da massa ou gordura escorrendo por entre meus dedos.

Porque buscar a coxinha perfeita não deixa de ser uma analogia da nossa busca pela auto-realização na vida. Buscamos cheiros e sabores que nos seduzam, massas delicadas por onde nossos lábios possam tocar, temperos que nos surpreendam. Pouco importa as eventuais frituras gordurosas ou recheios indesejados. Ajudam-nos a enaltecer ainda mais as melhores coxinhas que encontramos. Assim como os melhores amigos que construímos ao longo da vida, por exemplo. Ao longo dessa nossa infindável procura pela felicidade, nos lançamos à busca de sensações, e as encontramos nas mais diferentes situações ou momentos. E quer saber qual foi a conclusão a que cheguei? É que não existe a coxinha perfeita. Ou melhor, existem várias. Cada uma tem história diferente para nos proporcionar. Assim como nossos amores. Não existem amores perfeitos, ou amizades perfeitas, ou famílias perfeitas. Existe aquilo que nos faz bem. Por uma noite, por dias, semanas, décadas, por uma vida inteira. Ou por alguns minutos, sentados à frente de um balcão, entre guardanapos de papel.


6 comentários:

iza disse...

Ahhh... adorei o texto.. a cada linha, desfrutava do gosto da coxinha. N devemos buscar a perfeição, devemos aproveitar cada etapa, e saber q de cada degrau.. foi construido algo sólido. Aqui n ce, tem duas coxinhas maravilhosasss qndo tiveres por aqui.. te levo lá xero grandee =)

maria só disse...

Aleluia! Já tinha saudades dos seus textos1 E começou bem, mem divertí com este su post e pelo que li entrelinhas! Bom regresso e só lhe é permitido ausentar-se por tanto tempo se for por umas coxinhas maravilhosas!
Um beijo,e até sempre!
CEcília.

Amanda disse...

Oi Daniel, que bom que voltou. Espero que consiga manter o blog atualizado. Apesar que tb não estou conseguindo ultimamente. Legal o texto, apesar de eu tentar não comer coxinha :) bjs

Anônimo disse...

Oi, meu nome é Sophie, eu adorei seu blog! Eu também tenho um blog de textos, mas só que infantis! É: mydreams.s2.zip.net

Nely . disse...

Ei, Daniel! Welcome back. Bacana o post de reconcialiação com o blog. rs
Boa sacada.
Estou tentando manter o meu blog atualizado mas está mto difícil! mas não deixe de me acompanhar, viu? passarei sempre por aqui ;)

Anônimo disse...

Perfeito! A costela de Adão... a eternidade do final do texto...