17 de agosto de 2009

Entardecer (de mais uma primavera)


Comemorar aniversário geralmente tem um significado diferente para cada pessoa. Alguns ficam desanimados com a maturidade inevitável, outros colocam a data como a mais especial da agenda no ano. Alheio a qualquer das alternativas, sempre vi meu aniversário como uma oportunidade de juntar a família e os amigos ao meu lado, para simplesmente celebrar o fato de ter uma vida muito feliz. E o saldo tem sido imensamente positivo, acreditem.

É engraçado que quando ultrapassamos a barreira dos 30, as pessoas têm aquela ideia que a “juventude” se foi de vez, que a vida de responsabilidades chatas e enfadonhas está de vez maculando parte da nossa alma. Perguntam como é a sensação, o que penso a respeito, etc, etc. Sinceramente, esses últimos 12, 18 meses têm sido fantásticos. Ainda guardo na memória a época do meu mestrado, dos amigos e de tudo que vivi entre meus 23 e 25 anos, talvez os melhores anos da minha vida. O que veio depois dos 26 foi bom, me trouxe felicidade, amadurecimento. Mas agora, passado os 30, a vida tem aberto tantas perspectivas, tantas coisas boas que é impossível não pensar que está cada vez melhor vivê-la!!

“A vida é maravilhosa para quem não tem medo de vivê-la”, falou o genial Charles Chaplin, e eu concordo plenamente. Você faz a sua vida mais ou menos intensa, séria ou despretensiosa, alegre ou cheia de neuras, exitosa ou indecisa. Eu optei por ver a felicidade como um meio, e não um fim. E hoje, após as comemorações do meu aniversário, agradeço a Deus por tudo de bom e de ruim que me aconteceu, e tudo de bom e ruim que ainda virá, e que me tornará o que sou. Feliz não por querer o que é materializável, mas por desejar o indefinível. Não por ter, mas por ser. Não por ser amado, mas por amar intensamente. Sempre.

12 de agosto de 2009

Entre Will Smith e John Galt


Estou de volta à ativa. Depois de um breve descanso que de descanso não teve nada, mas tudo bem... hehe

Já faz algumas semanas que queria escrever este texto. Em um espaço de poucos dias assisti dois vídeos totalmente distintos quanto às mensagens que tentavam passar. “Sete vidas”, filme com Will Smith, e “Quem é John Galt”, uma montagem feita no youtube pelo Instituto John Galt a partir do trecho do livro de mesmo nome, de Ayn Rand. Comecemos por este último.

“John Galt” é um personagem de um livro que procura divulgar idéias do chamado objetivismo, filosofia proposta pela autora Ayn Raind. Resumidamente, as principais ideias que entendo serem as bases do que a autora sugere são:

- Cada homem é um fim em si mesmo e não um meio para o fim de outros homens. Deve existir em função de seus próprios propósitos, não se sacrificando por outros nem sacrificando outros por ele;
- Religião e ideias coletivistas são as verdadeiras causas da desgraça moral da Humanidade, e não a suposta ganância ou o individualismo contemporâneo.
- Não há mal nenhum em viver em busca somente da própria felicidade e sem se importar com os outros, desde que você teoricamente não cause mal a ninguém.
- Dinheiro e lucro não são um mal, e quem os possui, não importa em que escala, fez por merecê-lo (desde que honestamente), independente dos outros.

Acho que quem me conhece minimamente sabe que discordo veementemente da quase totalidade desses argumentos. Além de conter algumas inconsistências conceituais, o objetivismo de Ayn Raind ignora que não vivemos em uma sociedade justa e em igualdade de oportunidades. Mas para mim o pior dessa proposta é achar que o homem deve viver egoistamente para a própria felicidade. Muito diferente da mensagem do filme que assisti, e que cito a seguir.

Em “Sete Vidas”, Will Smith é um homem amargurado por ter matado, ainda que acidentalmente, sete pessoas em um desastre de carro, entre elas sua esposa. A partir daí, decide lançar-se em uma jornada de solidariedade para sete pessoas que demonstrassem merecer sua ajuda de forma incomum, o que culmina com um fim nem tão surpreendente, mas muito emocionante, onde Will Smith abre mão da própria vida (Como? Vejam o filme!) em função daqueles que deseja ajudar.

Boas reflexões. Devemos fazer o que é bom, o que é certo ou o que é justo? O que é certo nem sempre é bom? O que é bom, nem sempre é justo? O que é justo, nem sempre é certo? Egoísmo é uma questão de perspectiva? De quem?

Eu sempre achei, por formação e por convicção, que a igualdade entre os homens é ilusória, mas que a solidariedade, no sentido de entender a felicidade não como algo estritamente dependente da nossa individualidade, mas também das pessoas que nos rodeiam, tem que ser um objetivo a ser sonhado.

Meu pai tem uma frase: “Quem não vive para servir, não serve para viver”. Já vi essa frase ser muito mal compreendida e até criticada como “pequenez de espírito”. Quem tem um pouco de discernimento para ver que tal frase não é um incentivo ao “sacrifício pessoal” ou ao “coitadismo”, verá claramente que, na verdade, a “pequenez de espírito” está justamente em pensar ao contrário, em querer uma vidinha egoistamente feliz quando fechada na própria individualidade.

5 de agosto de 2009

Férias?

Quem disse que férias são somente para descansar?

Nas últimas semanas estive um pouco ausente, colocando os projetos atrasados em dia, revisando aulas para o próximo semestre, retomando a pesquisa da minha tese.

Agora espero poder voltar a escrever com a frequência que gosto por aqui.

Abraços!!!

21 de julho de 2009

A loira e o copo plástico


Conforme prometido quando escrevi o post do dia mundial do rock, vou reservar um espaço para contar algumas histórias de shows que assisti. Aqui a primeira.

Às vezes lembramos mais de um espetáculo pelas histórias que o envolvem do que propriamente pelo artista em si. Foi assim em 2005. Fui ao show do Lenny Kravitz. Muito bom. Não o melhor que assisti, mas certamente o que me traz mais lembranças engraçadas.

Estádio Olímpico com 25 mil pessoas, entre elas eu e meu amigos Cristóvão, Gugão e Edna. Como moro perto, fiquei esperando eles chegarem. Combinamos 20 hrs. Eram 21 hrs e nada...eu irritado com a demora e quando eles chegam me dizem que tinham decidido vir a pé ao invés de táxi. No caminho, foram parando em vários bares e, em um deles, Cristóvão diz que encontrou o banheiro mais surreal que já viu. Um cubículo tão pequeno que a pia ficava logo acima do mictório. Um dia ainda encontro esse bar e tiro uma foto. Ingresso na mão, entramos no estádio. Tentamos chegar o mais perto possível do palco, mas havia um tal de espaço VIP com cadeiras em frente. Absurdo. Colocar camarote bem ali, onde é o espaço do público pular, vibrar, dar o tom da energia do show...mas, enfim...

Público chegando, chegando, e nessas horas a gente vê como é bom ter mais de 1,80m. Ainda que a visão não fosse lá das melhores, conseguia ver bem o palco. Luzes piscando, som aumentando, bem como a ansiedade e o frenesi. Então olho em volta e vejo uma mulher ao nosso lado. Nossa. 1,75m, longos cabelos loiros cacheados, bronzeada de Sol... Calça jeans apertada, top branco com um generoso decote. “Ahh, Porto Alegre...” foi o que comentou Gugão, que é pernambucano. Nessa altura Edna já havia conseguido um espaço mais à frente do palco e ficamos ali, Cristóvão, Gugão e eu, maravilhados. Foi então que ela, em um movimento, coloca o braço para cima para soltar um gritinho típico de “uh-huuu” (imagine a cena em câmera lenta, os três patetas de olhos arregalados ao lado e aquele lindo braço bronzeado e torneado elevando-se), eis que ela deixa à mostra... o...o... Sovaco MUITO cabeludo!!!!

Decepção total. Era melhor voltar ao show, que estava começando.

Fly Away, Can’t Get You Off My Mind, It Ain’t Over ‘Til It’s Over… e o público cantando. Músicos bons, destaque para a baterista (sim A baterista) Cindy Blackman, que consegue trazer as influências da sua formação em jazz para o palco, mesmo em um show de rock. Segue o show. American Woman, Again (minha preferida), Are you go my way. Eis que inicia um tumulto na área VIP, e Lenny para o show. “Viemos aqui celebrar o amor, não a violência, cara”, diz ao brigão. Rock and Roll is Dead, Dig in... e a noite seguiu, em quase duas horas de show.

Fim. Público satisfeito, nós também.

- Tenho que ir ao banheiro - comento.
- Eu já fui.
- Como assim, Gugão? Tu não saíste do nosso lado o show inteiro!
- Tinha muito tumulto para sair daqui, fiz no copo plástico da cerveja mesmo.
- Putz, no meio do público??? Como você conseguiu isso?
- Abri o zíper e fiz no copo, meio escondido...pior q o copo foi enchendo, enchendo... cara, tive q interromper no meio porque ia transbordar!!
- Sorte que a loira do sovaco cabeludo não viu isso, hein? Vai que ela se apaixonasse...

16 de julho de 2009

Homo homini, lupus est


Você já parou para pensar quanto do nosso discurso é teoria e quanto do nosso discurso é prática? Quais são os valores que achamos certos e quais valores conseguimos efetivamente colocar em prática no nosso dia a dia? Antes de você, após ler isso, iniciar um processo de auto-flagelação ou de condenação alheia, uma importante ressalva: essas reflexões não têm objetivo de condenar nossos comportamentos. São apenas uma forma de explicitar nossa condição humana em palavras. Vivemos um eterno conflito interior entre o que achamos que são atitudes que devemos ter e esperar das outras pessoas, e as que acabamos realizando ou aceitando, convenientemente, por diferentes razões. Por vergonha de uma reação questionadora, por amizade, por medo de reprovação ou da solidão, fazemos vista grossa, relativizamos cláusulas éticas antes pétreas nas nossas vidas. Buscar a felicidade é uma condição instintiva do ser humano, mas os percalços que insistem em atravessar a nossa frente e nos porem à prova por vezes são cruéis. Exigem tomadas de posição que nem sempre podemos ter. E nos forçam a, muitas vezes, dissimular. Até que ponto isso é aceitável? Aliás, isso é aceitável? Será que o politicamente correto às vezes não invade excessivamente nossa vida? Ou será o contrário, deixamos o correto de lado para nos favorecer quando necessário? Será que é errado querer que as pessoas tomem posição ou partido das coisas nas suas vidas, mesmo quando os momentos não são tão favoráveis? Ou será que a vida em sociedade seria um inferno se cada um não abstraísse um pouco certas coisas às vezes? Sim, hoje estou filosófico demais, nem sei se eu me entendo aqui...

Afinal, não é o mesmo cidadão que omite dados no imposto de renda (“afinal, todo mundo faz isso, por que eu vou ser o único bobo a não fazer?”) que depois reclama da esperteza dos políticos que desviam dinheiro público? Não é apenas uma diferença de escala entre um e outro? E quando você critica a violência e a impunidade, agiria igual se fosse seu filho que estivesse dirigindo bêbado e fosse acusado de causar um acidente? (“Ele é um menino bom, estudioso, de família... não pode ter a vida estragada só porque cometeu um deslize momentâneo”). Essa relativização ao mesmo tempo em que nos salva, nos condena. Será que em cada momento que fraquejamos, em que temos medo do desconhecido, não matamos um pouquinho de nós mesmos dentro da gente? Se, ao contrário, mantemos nossas convicções inabaláveis, não serão elas que talvez (justamente) nos alavanquem no caminho da felicidade? Ou será que realmente existe a questão da escala?

Juro para vocês que não tenho a mínima idéia do que quis escrevendo isso, mas veio a minha mente essa história, e achei interessante publicar.

O homem é lobo do homem. Pior que isso, às vezes nós somos lobos de nós mesmos.

14 de julho de 2009

Mais um Dia Mundial do Rock



Hoje blogs e mais blogs falaram sobre o dia mundial do rock. Esse gênero musical que surgiu na década de 50/60 contagiou o mundo inteiro e se desdobrou em uma infinidade de estilos. O que Bill Haley e Chuck Berry tocavam no passado hoje em dia nem de perto lembra o que algumas bandas apresentam em termos de rock. Dançante, libertária, rebelde, obscura, experimental ou simplesmente contracultura, o rock tem seu lugar cativo na história e, ao contrário do que apregoam alguns de tempos em tempos, ele nunca vai morrer: vai apenas se repaginar, se recriar, se redescobrir e seguir assim, assimilado nas mentes e corações de todos os fãs. Fica aqui registrada também minha reverência.

Hoje relembrei algumas histórias sobre shows de rock que assisti ao longo desses anos e tive uma ideia: vou criar um espaço aqui no blog para contar algumas situações engraçadas, ou mesmo minhas impressões sobre diferentes apresentações de rock, principalmente, mas não exclusivamente. Percebi que material não falta. Meu sonho realizado de ver o Kiss em 1999, meu momento “headbanger” vendo Deep Purple. O Scorpions e Nightwish juntos em um mesmo festival, Lenny Kravitz (esse show tem várias histórias), ouvir Eric Clapton e Roger Waters no pátio de casa, ou mesmo a vez que uma virose me tirou do show do Rush. Concrete Blonde, ou o primeiro show do Little Joy no Brasil, aqui em Porto Alegre. Men at Work. Fatboy Slim no carnaval de Floripa. Isso sem citar os shows nacionais.

Aguardem.

7 de julho de 2009

Twitter X Blogs


O microblog Twitter definitivamente virou febre na internet. Embora não seja novo, transformou-se em capa das mais diversas revistas de tecnologia ou reportagem nos jornais e televisão. Já vimos esse filme antes, com os flicks, fotologs e Orkut. Tudo começa com uma rede social pequena, seguido de um “boom” de novos usuários e depois uma queda e estabilização. A possibilidade de trocar informações com velocidade e facilidade é o principal atrativo do twitter. Além, é claro, do “glamour” de poder acompanhar celebridades que parecem ter adorado a nova ferramenta – desde hollywoodianos como Ashton Kutcher e Demi Moore até nosso impagável Luciano Huck ou o Marcelo Tas.


Uma nova discussão parece, agora, surgir: o twitter irá acabar com os blogs tradicionais? Segundo a visão dos “twitters”, as vantagens do sistema em relação aos blogs seriam as seguintes (que você pode acompanhar ilustradamente clicando aqui):

- mais fáceis de escrever;
- mais fáceis de ler;
- as pessoas respondem e comentam mais e mais rapidamente;
- mais fácil acesso de pessoas ao conteúdo;
- menos indiscreto que os blogs ( o que querem dizer com isso?).

Minha opinião a respeito? Blogs e Twitter têm seus espaços e públicos distintos. O Orkut não acabou com a disseminação do Facebook no Brasil. Os fotologs perderam força, mas estão ainda aí, para quem quiser participar. Blogs e twitters tem padrões de informação diferentes. Blogs possibilitam que, como esse texto, se possa fazer uma reflexão maior acerca de um assunto, sem ter que colocar um link. Participo do twitter, ele tem coisas boas, mas no geral é muito chato. Pessoas usam ele sem critério. Eu não quero adicionar uma pessoa para receber 40 mensagens por dia do tipo “bom, dia, vou tomar café”; “hoje tenho festa, com que roupa eu vou?”. Tem gente que escreve de 10 em 10 minutos durante 3 horas seguidas. Se você é um desses, pode ter certeza: vou te bloquear!

O twitter é um retrato da velocidade da informação nos dias de hoje. Mas é também um retrato dicotômico de duas realidades: pelo lado bom, o desejo do ser humano de socializar-se, e pelo lado ruim, de querer informação facilmente “digerível”, sem precisar pensar muito. Pensar um pouco não dói não!!!

29 de junho de 2009

Beat it!

Respondendo à instigação feita pelo comentário do meu amigo Rico no post anterior, vou falar também – rapidamente – do que virou a nova - e enfadonha - febre midiática: a morte do Michael Jackson. Compadeço-me dos fãs chorosos que estão espalhados pelo mundo, nunca é bom perder alguém que idolatramos ou aprendemos a reverenciar de alguma forma ou de outra. Mas acho que Michael morreu quando deveria. Talvez até mais tarde. Antes de me condenarem, deixem-me explicar. Eu sou fã do Michael Jackson. Ele é um dos grandes responsáveis – se não o maior, junto com Madonna – pelo padrão de videoclipes que marcaram os anos 80, transformando definitivamente o cenário pop mundial. Muito do muito que adoro nos anos 80 foi pensado, modelado e copiado do estilo que ele apresentou a todos nós, nos maravilhando com clássicos como “Thriller”, “Beat it” ou “Billy Jean”. Ele é e sempre será um ícone. Mas nos últimos anos ele virou uma caricatura de si mesmo. Seja como Garrincha ou Maradona fizeram no futebol, ou Elvis Presley na música, MJ se encaminhava para o mesmo melancólico destino daqueles que eram ou são lembrados muito mais pelo que foram do que pelo que são. Chega até ser meio mórbido pensar dessa forma, eu sei, mas sempre nos lembraremos do Airton Senna campeão das manhãs de domingo e não de um piloto em um fim de carreira apagado ou fazendo propaganda de bateria de carro como o Fittipaldi. Do Kurt Cobain ou do Freddy Mercury no auge de suas genialidades, e não como um Elvis Presley gordo e decadente nos cassinos de Las Vegas. Eu não quero lembrar do problemático e desajustado Michael Jackson com nariz de massa de modelar dos anos 2000. Prefiro ter sempre na memória o garoto de passos mágicos que todos imitavam, o popstar que virou até filme e jogo (jogava tardes e tardes Moonwalker no fliperama da praia), ou o cantor que nos surpreendia com os efeitos de “Black or White”. Por isso que de certa forma me alivia o fim dessa sua jornada final de auto-destruição. Longa vida ao Michael Jackson que sempre valerá a pena lembrar.


(E a todos aqueles que não sabiam que existia diversão antes do Playstation, a prova aqui abaixo - com os cumprimentos de Michael Jackson)



23 de junho de 2009

Quem é o cara?

Estou entre as pessoas que guardam admiração à figura de Barack Obama. Não só pela eloquência de seu discurso conciliador como também por suas ideias diferenciadas para um presidente norte-americano. Barack Obama recebeu uma herança ruim do seu antecessor, mas não parece assustado com o desafio. Ainda que a prática seja não tão diferente, o olhar de Obama pra o resto do mundo já não é mais aquele de cima para baixo que costumávamos ver em W.Bush, Bush pai, Reagan e até mesmo um pouco em Bill Clinton, embora fosse uma figura simpática. Não deixa de ser surpreendente que a preconceituosa e burra classe média branca americana tenha permitido a ascensão de um líder com pensamentos tão cosmopolitas e engajados. Talvez Obama não seja o líder que os EUA mereçam, mas certamente é o cara que eles precisavam agora para, quem sabe, abrir seus olhos um pouco para o mundo à sua volta.

Estou lendo um livro ótimo sobre ele - "O Deus de Barack Obama - porque não existe liderança sem fé", que conta um pouco dos desafios dele na campanha presidencial, quanto à questões ligadas à fé e religião versus política. E também como que estas questões ajudaram a formar as ideias e os ideais dele, a partir de suas experiências: criado por uma mãe absolutamente cética e com pensamentos ateus, a convivência com o padastro muçulmano na Indonésia e sua conversão ao Cristianismo em Chicago, já depois de formado em Colúmbia e Harvard e começando um trabalho político-social.

A medida que leio o livro, mais me admira algumas posições e questionamentos dele, fruto de seu pensamento crítico e sua diferenciada intelectualidade. Abaixo, segue um trecho de um discurso dele antes da eleição justamente enfocando alguns destes aspectos. Vale para refletir várias coisas. Mas que eu deixo para um post futuro.


20 de junho de 2009

Save me

"You could change me, with just one kiss... you could save me"

Atualizando o blog... obrigado a todos que têm visitado!

Gosto de ouvir músicas de bandas não tão conhecidas, mas que me agradam. Uma das minhas preferidas é uma banda canadense chamada Harem Scarem, que infelizmente encerrou atividades em 2008, depois de 17 anos de carreira. Sempre gostei da banda não só pelo som como pelas letras. O bom é que os dois principais compositores continuam produzindo. Um deles, o guitarrista Pete Lesperance tem um site onde coloca vídeos de suas novas canções. Aqui segue uma delas.