13 de junho de 2009

Em ritmo de arraial

Uma das coisas mais gratificantes de trabalhar com pesquisa em pós-graduação é a oportunidade única que tenho de conviver com pessoas dos mais diversos locais do país. Explico: aqui a Engenharia Civil da Universidade atrai pessoas dos mais diversos cantos para fazer mestrado/doutorado. E eu, ali estudando/trabalhando por mais vários anos, ganhei amigos que hoje estão ou aqui ao meu lado, ou espalhados por Fortaleza, Salvador, São Paulo e até mesmo Pittsburgh, Madrid, Manchester... É interessante perceber que tenho amigos em todos os lugares, que deixam um pouco de si e levam também um pouco de mim para todos os locais. Mas o melhor de tudo, mesmo, é a interação cultural que esses contatos me proporcionam. Uma vez um grupo de amigos me deu o apelido de “gaúcho mais cearense que existe”, e eu ostento com o maior orgulho esse “título”, pelo que ele representa, de certa forma, na interpretação dessas pessoas e também pela minha própria história pessoal.

Aqui no Sul algumas pessoas, até vergonhosamente, tem uma visão muito estereotipada e bairrista a respeito de algumas diferenças (que sequer conhecem bem) entre as pessoas e as regiões do Brasil, que não são fruto de competência ou formação, na maioria das vezes. São, simplesmente, diferenças culturais, e como diferenças culturais deveriam ser interpretadas, e não de capacitação intelectual ou laboral de um povo.

Pois falando em diferenças culturais, para a minha decepção, aqui em Porto Alegre (e na região Sul em geral) as festas juninas passam quase despercebidas. Menos mal que eu participo de um grupo que sempre organiza uma festa de São João regada a muito quentão, bolo de fubá, bandeirinhas e...muito forró para dançar!!

Pois é, com 19,20 anos comecei a aprender a dançar forró e, desde então, essa virou uma das minhas paixões. Notem bem, não quer dizer com isso que aprendi a dançar muito bem, mas gosto de dançar. Um dia quem sabe escrevo só sobre isso. Lembro que no início dos anos 2000 houve uma febre de forró na cidade, boates tocavam o ritmo a noite inteira, era bom demais...mas passou, como toda modinha. Mas não para mim. Ainda adoro uma festa de São João. Então, que venha o arraial!!!

7 comentários:

Cari disse...

Cabe a nós preservar o pouco que resta de nossas tradições e passá-las às próximas gerações. O importante é que ainda existem pessoas que se importam em manter a "fogueira acesa"!
E este ano a festa será ARRETADA DE BOA, com certeza!
Bjinhoss
Cari
OBS: Adorei o vídeo!hihi

Nely ✿ disse...

O que faz do Brasil tão rico e impressionante (aos olhos de visitantes ainda mais) é essa imensa diversidade cultural. Cada região tem tradições, ritmos, músicas, festas e comidas típicas.
Eu gostaria de me aproximar de cada uma delas para me sentir mais Brasil, sabe?

* Vídeo arretado (tri-legal)! rs³

Amanda disse...

Eu adoro festas juninas tb. As comidas são otimas, tem forró, e tem um clima retrô.

O bom daqui de Brasília é que tem festa de são joão junto com expoChê ;) somos uma miniatura do Brasil, tem gente de todo lugar, todos os sons, cheiros e gostos.

Lica disse...

Uma das primeiras coisas que experimentei ao vir morar em Porto Alegre foi o bairrismo. Além de ser "estrangeira", era "candanga", ou melhor, brasiliense.E claro, era rica. Como não ser, se eu morava na "terra" dos politicos. Certa vez, entrei numa discussão fervorosa sobre o assunto, que obviamente não levou a lugar algum. Mas percebo, que apesar do bairrismo preservar o que tem de bom em uma cultura, também acaba privando de se conhecer outras, se considerarmos que o ambiente onde vivemos é o melhor. Mesmo porque, bairrismo e preconceito caminham juntos para algumas pessoas. Sentia muita falta das festas juninas também. Em Brasília, nessa época, é impossível fazer qualquer outro tipo de programa. Assim, celebrar a diversidade e respeitá-la é o caminho para o equilibrio.E concordo com a Amanda! Brasília é uma miniatura do Brasil.

Rico da Artigolândia disse...

Bota um vídeo aí do Daniel na atividade do forró!


hahahah

Anônimo disse...

Não acho ruim não fazer festa junina no sul: imagina se em todas as regiões se comemorassem TODAS as festividades? Até me espanto com a onde de festa junina que tem por aí. É normal que um povo não goste de se fantasiar de caipira quando o nosso homem do campo difere muito do que é colocado nos eventos. Enfim, adoro quentão (e pelo que sei só o nosso é de vinho tinto) e pinhão e todas as gostosuras, mas não vejo como algo obrigatório. Senão qualquer hora vamos querer ver a semana de 20 de setembro em outros lugares e festa do Boi bumbá e coisas do gênero aqui. Cada um na sua e se respeitando...

iza disse...

Independente da região ou de onde estiver... " O balão vai subindo, vem caindo a garoa.
O céu é tão lindo e a noite é tão boa.
São João, São João!
Acende a fogueira no meu coração.." o gaucho mais ceares.. q eu conheço.. e ainda bem q é MEU amigo!!

a noite da tapioca daria um otimo texto.. =)